Eis algumas das coisas pelas quais você pode esperar quando
chegar aos 60 e 70 anos: decifrar conversas em festas se torna difícil; você
sempre se esquece de onde deixou as chaves; e seus netos pensam que você é um
desastre com computadores.
Há a necessidade de
maior atenção à população longeva, a princípio, na economia e, em seguida, na
esfera social, política e cultural. Entre tais necessidades pode-se ressaltar
aquela referente à integração das pessoas da chamada terceira idade na
sociedade da informação, mesmo porque, com a “juvenilização” dos idosos estes
estão se tornando mais ativos, necessitando ampliar seus horizontes culturais e
de aprendizado.
O que se destaca em países emergentes como o Brasil, é a
necessidade de capacitação das pessoas nessa faixa etária, entendendo
capacitação como programas capazes de promover a inserção dos idosos na
conjuntura social cada vez mais tecnológica, de forma que não só permita a
participação ativa deles, mas que ampliem o espaço de discussão sobre o que
seria, realmente, uma participação ativa, permitindo ao idoso um conjunto de
saberes, a fim de que possa se situar criticamente na sociedade atual,
ligando-se ao mundo tecnológico em constante transformação.
Assim, a capacitação de pessoas na terceira idade para o uso
das tecnologias da informação na vida cotidiana parece fazer parte da própria
existência das mesmas, tendo em vista a possibilidade de integração destas
entre si e com a vida social em geral. Dessa forma, torna-se importante uma
preocupação com os saberes exigidos para trabalhar com as tecnologias a fim de
que possa permitir aos idosos, condições para que eles possam transitar pelas
vias que se entrecruzam na era da comunicação instantânea.
Felizmente, estão surgindo tecnologias que podem remediar
algumas dessas deficiências, e ajudam as pessoas na casa dos 60 anos a manter
suas autoimagens de perpétua juventude.
De acordo com Hough, Barry e Eathorne (1997), com o aumento
da idade há um decréscimo das funções sensório-motoras. Portanto uma
metodologia para capacitar os idosos a transitarem com maior competência no
mundo digital deve atender às suas necessidades específicas e conter as
adaptações necessárias a uma pedagogia do envelhecimento, consequentemente a
uma melhoria do seu desempenho na aprendizagem.
Fica evidente que propostas educativas para apropriação das
competências exigidas para lidar com os recursos provenientes da sociedade em
rede para pessoas na terceira idade exigem metodologias especiais para os
processos de ensino/aprendizagem, incluindo, inclusive, ênfase na mediação pedagógica
e na convivência entre as gerações, o que pode enriquecer tanto a convivência
educacional como a sociabilidade entre gerações. Acreditar que a informática
estimula a socialização é aspecto relevante e serve como incentivo para que
pessoas idosas possam se aventurar no mundo digital. Alguns estudos, como os de
Vitória Kachar (2001) - pesquisadora e
mentora que explicitou que “Por um lado, a geração de idosos de hoje tem
revelado suas dificuldades em entender a nova tecnologia ,no entanto estudos mostram
que o uso da Internet pode ajudar a superar a depressão, a solidão e o desamparo,
sentimentos de incidência relativamente comum entre os idosos”. Fazendo com que
o uso das novas tecnologias hoje, mesmo que sejam vistas de forma árdua são de
suma importância para a parcela da sociedade em questão.
