quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A tecnologia a favor da terceira idade.





Eis algumas das coisas pelas quais você pode esperar quando chegar aos 60 e 70 anos: decifrar conversas em festas se torna difícil; você sempre se esquece de onde deixou as chaves; e seus netos pensam que você é um desastre com computadores.
Há a  necessidade de maior atenção à população longeva, a princípio, na economia e, em seguida, na esfera social, política e cultural. Entre tais necessidades pode-se ressaltar aquela referente à integração das pessoas da chamada terceira idade na sociedade da informação, mesmo porque, com a “juvenilização” dos idosos estes estão se tornando mais ativos, necessitando ampliar seus horizontes culturais e de aprendizado.
O que se destaca em países emergentes como o Brasil, é a necessidade de capacitação das pessoas nessa faixa etária, entendendo capacitação como programas capazes de promover a inserção dos idosos na conjuntura social cada vez mais tecnológica, de forma que não só permita a participação ativa deles, mas que ampliem o espaço de discussão sobre o que seria, realmente, uma participação ativa, permitindo ao idoso um conjunto de saberes, a fim de que possa se situar criticamente na sociedade atual, ligando-se ao mundo tecnológico em constante transformação.
Assim, a capacitação de pessoas na terceira idade para o uso das tecnologias da informação na vida cotidiana parece fazer parte da própria existência das mesmas, tendo em vista a possibilidade de integração destas entre si e com a vida social em geral. Dessa forma, torna-se importante uma preocupação com os saberes exigidos para trabalhar com as tecnologias a fim de que possa permitir aos idosos, condições para que eles possam transitar pelas vias que se entrecruzam na era da comunicação instantânea.
Felizmente, estão surgindo tecnologias que podem remediar algumas dessas deficiências, e ajudam as pessoas na casa dos 60 anos a manter suas autoimagens de perpétua juventude.
De acordo com Hough, Barry e Eathorne (1997), com o aumento da idade há um decréscimo das funções sensório-motoras. Portanto uma metodologia para capacitar os idosos a transitarem com maior competência no mundo digital deve atender às suas necessidades específicas e conter as adaptações necessárias a uma pedagogia do envelhecimento, consequentemente a uma melhoria do seu desempenho na aprendizagem.
Fica evidente que propostas educativas para apropriação das competências exigidas para lidar com os recursos provenientes da sociedade em rede para pessoas na terceira idade exigem metodologias especiais para os processos de ensino/aprendizagem, incluindo, inclusive, ênfase na mediação pedagógica e na convivência entre as gerações, o que pode enriquecer tanto a convivência educacional como a sociabilidade entre gerações. Acreditar que a informática estimula a socialização é aspecto relevante e serve como incentivo para que pessoas idosas possam se aventurar no mundo digital. Alguns estudos, como os de Vitória Kachar (2001)  - pesquisadora e mentora que explicitou que “Por um lado, a geração de idosos de hoje tem revelado suas dificuldades em entender a nova tecnologia ,no entanto estudos mostram que o uso da Internet pode ajudar a superar a depressão, a solidão e o desamparo, sentimentos de incidência relativamente comum entre os idosos”. Fazendo com que o uso das novas tecnologias hoje, mesmo que sejam vistas de forma árdua são de suma importância para a parcela da sociedade em questão.

 Referências: Pesquisa em ( 01 de janeiro de 2014)- http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-2162-1.pdf




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